Os passageiros da Linha Amarela (D) do Metro do Porto vão deixar de ter de fazer o transbordo para autocarros a partir da uma hora desta tarde. A circulação na Ponte Luiz I, que liga o Porto a Gaia vai ser retomada após a conclusão dos "trabalhos de reparação de uma avaria num dos aparelhos de dilatação da Ponte Luiz I, no prazo e nos moldes previstos", anuncia a empresa.

A avaria que motivou esta suspensão da circulação sobre o tabuleiro da ponte foi detetada no âmbito de trabalhos de manutenção corrente.

Durante o período de reparação da avaria, a Linha Amarela continuou a funcionar, operando em dois segmentos: entre as estações de S. Bento e do Hospital de S. João (Porto), com a oferta habitual, e entre as estações de Jardim do Morro e de Santo Ovídio (Gaia), com uma frequência de dez minutos.

“A partir das 13:00 dia 02 de julho são retomadas as frequências habituais (seis minutos durante grande parte do dia), terminando o serviço de vaivém rodoviário que a Metro do Porto disponibilizou durante o período em que decorreu o condicionamento e que funcionou de modo satisfatório, com uma oferta perfeitamente adequada à procura registada”, descreve a nota da empresa.

No mesmo comunicado, a Metro do Porto “lamenta os incómodos que estes 10 dias de interrupção da circulação possam ter provocado juntos dos seus clientes” e sublinha que procurou “manter sempre a segurança como prioridade máxima”.

“Foram tomadas as medidas adequadas a minimizar esse impacto, possibilitando o normal funcionamento das cidades do Porto, de Gaia e da Área Metropolitana em geral”, conclui a empresa.

A circulação naquela infraestrutura estava cortada desde o dia 22 de junho. Para substituir a ligação do metro entre as margens do rio Douro, a Metro do Porto disponibilizou um serviço vaivém de autocarros.

O transporte alternativo estava a ser garantido por oito autocarros em exclusivo, “permitindo que sempre que um veículo de metro chega a uma das estações haja um autocarro à espera dos clientes, ou seja, o eventual tempo de espera até à partida é feito a bordo”, explicou a fonte.

Todavia, reconheceu a mesma fonte à Lusa, “naturalmente, o tempo de ligação assegurado pelo metro – dois minutos – é imbatível se comparado com o atravessamento em autocarro”.

“Os autocarros contratados que fazem o vaivém direto entre as estações S. Bento e Jardim do Morro têm realizado um tempo de percurso médio na ordem dos 20 minutos, estando sujeitos às contingências do trânsito”, frisou, acrescentando que a taxa de ocupação deste serviço é de cerca de 20% no sentido Gaia/Porto e de cerca de 30% no sentido inverso. A Metro estima que, “em dia útil, cerca de duas mil pessoas viagem neste transporte alternativo”.

Assim, a esmagadora maioria dos clientes a preferia fazer o atravessamento a pé, em vez de usar o serviço alternativo em autocarros. “A experiência dos primeiros quatro dias de interrupção da circulação do metro no tabuleiro superior aponta para que a alternativa preferencial dos clientes para a ligação entre Gaia e o Porto é mesmo o atravessamento pedonal da ponte”, dizia à Lusa fonte da Metro do Porto.

A mesma fonte disse que, em dias úteis, mais de 90% dos clientes optam por essa via e percorrem a pé a distância de 800 metros entre as estações de S. Bento (Porto) e do Jardim do Morro (Gaia), enquanto no fim de semana o atravessamento pedonal foi escolhido por 95% dos clientes.

*Com Lusa

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