“Se quiser colaborar financeiramente para que eles aumentem o número estou agradecido. Sem isso não toca a música, desculpe a expressão (…) Falta sempre. Tenho dois mil pedidos para virem amanhã se for preciso, mas simplesmente não há fundos para isso como é óbvio”, disse o antigo chefe de Estado português que lidera a Plataforma Global de Apoio a Estudantes Sírios, em declarações aos jornalistas, à margem de um encontro com mais de 50 estudantes sírios que hoje decorreu no Forte São Julião da Barra, a convite do Ministério da Defesa Nacional.

Este grupo de estudantes sírios, num total de 53, foi transportado de Beirute (Líbano) para Lisboa a bordo de um C-130 da Força Aérea Portuguesa no passado dia 26 de maio. Desde então, os jovens encontram-se alojados na Academia Militar, enquanto frequentam um curso intensivo de língua portuguesa para os preparar para o próximo ano académico 2018-2019.

O grupo de estudantes, o quarto a chegar a Portugal no âmbito da ação da organização liderada e fundada em 2013 por Jorge Sampaio, vai ficar instalado na Academia Militar até ao próximo sábado.

Também presente no encontro no Forte São Julião da Barra, o ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, destacou que o acolhimento destes jovens sírios representa uma mais-valia para o país.

“Acredito que Portugal sendo uma sociedade aberta deve manter esta capacidade de acolher, esta capacidade de receber (…) É bom porque nos obriga a olhar para o outro, a compreender o outro e a demonstrar que a tradição portuguesa sempre foi essa. Um povo aberto ao mundo, que andou pelo mundo e que continua a andar pelo mundo”, frisou Azeredo Lopes.

“É uma experiência que tem resultado e que me tem enchido de felicidade no sentido em que tem valido a pena”, acrescentou ainda o antigo Presidente da República Jorge Sampaio, frisando que, desde março de 2014, aquando da chegada do primeiro grupo de estudantes sírios, 47 já fizeram os seus mestrados "com excelência".

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