Num vídeo publicado esta sexta-feira, Miguel Pinto Luz começa por dizer que "no PSD sabemos quando perdemos e n o dia 6 perdemos todos".

"Mas no PSD também sabemos reerguer-nos e reencontrar-nos, mesmo nos momentos mais difíceis da nossa história", continua, acabando por anunciar a sua candidatura à liderança do partido.

"Eu quero transmitir-vos que encaro as próximas eleições para a liderança do PSD como uma oportunidade de reencontro com as verdadeiras aspirações dos portugueses. (...) Não é tempo para taticismos, não podemos esperar mais quatro anos. Eu, por mim direi presente. Direi que o futuro diz presente. O meu nome é Miguel Pinto Luz e sou o vosso candidato à liderança do PSD".

O Conselho Nacional do PSD vai reunir-se na última semana de outubro ou no início de novembro para marcar as eleições diretas e o Congresso para o início do próximo ano.

Nas legislativas deste ano, a 06 de outubro, o PSD obteve 27,9% dos votos e elegeu 77 deputados.

Na noite eleitoral, Rui Rio assumiu que o PSD não alcançou o principal objetivo – vencer as eleições – mas defendeu que não se tratou de “uma grande derrota”, explicando o resultado pela conjuntura económica internacional favorável ao Governo, pelo surgimento de novos partidos à direita, mas também pelas sondagens que terão “desmotivado” os eleitores sociais-democratas e pela ação dos críticos internos.

Na sua intervenção, considerou ter enfrentado “uma instabilidade de uma dimensão nunca antes vista na história do PSD e exclusivamente motivada por ambições pessoais”.

Questionado sobre o seu futuro político, Rio disse não se tratar de um tabu: “O Rui Rio pondera, não há tabus só porque não responde ali ao fim de um minuto ou dois. Calma, Calma”, apelou.

Dois dias depois, à saída de uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa Rui Rio reiterou que se mantinha em reflexão.

“Eu sobre isso não vou aqui falar. (...) Independentemente da reflexão que eu faço e do que eu venha a decidir, há um momento também que é justamente este momento, a indigitação do primeiro-ministro, que é um ato solene, digamos assim. Não seria lógico que o PSD estivesse em grandes tumultos antes de isso acontecer (…) Na devida altura falarei sobre a matéria, não aqui”, assegurou.

Na passada quarta-feira, o antigo líder parlamentar Luís Montenegro já anunciou que será candidato à presidência do PSD nas próximas diretas.

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