“O povo venezuelano necessita desesperadamente de ajuda humanitária. Os Estados Unidos e outros países estão a tentar ajudar, mas o exército da Venezuela, sob as ordens de Maduro, estão a bloquear a ajuda que chega em camiões e navios”, disse Mike Pompeo, numa publicação na rede social Twitter.

O secretário de Estado defendeu ainda que o povo precisa de ser ajudado.

“O regime de Maduro deve permitir que a ajuda chegue a um povo com fome”, acrescentou.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, está a tentar organizar a chegada de ajuda internacional ao país, mas Maduro opõe-se, referindo que acredita que se trata do prelúdio para uma intervenção militar estrangeira.

“Eles querem enviar dois pequenos camiões, com quatro potes, e a Venezuela não necessita de pedir esmola. Se eles querem ajudar, que ponham fim ao bloqueio e às sanções”, disse o Presidente da Venezuela.

Portugal e outros 18 países da União Europeia assinaram na segunda-feira uma declaração conjunta de reconhecimento de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, como “Presidente interino da Venezuela” com o objetivo de convocar “eleições presidenciais livres, justas e democráticas”.

Entre os países que não reconheceram Guaidó como Presidente interino estão a China e a Rússia, embora o próprio líder do parlamento tenha descrito como "muito interessante" a atitude que esses dois países adotaram.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Nicolás Maduro, 56 anos, chefe de Estado desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento, maioritariamente da oposição, como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

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