Segundo dados disponibilizados à agência Lusa, a 31 de dezembro último o santuário tinha 311 funcionários - dez dos quais capelães - distribuídos por uma dezena de serviços: Reitoria, Ambiente e Construções, Alojamentos, Administração, Doentes, Estudos e Difusão, Promoção e Preservação do Ambiente, Pastoral Litúrgica, Peregrinos e o serviço Executivo do Centenário das “Aparições”.

O templo contabiliza, por outro lado, 431 voluntários em diversas áreas de atividade, “sem contar os muitos voluntários” da Associação dos Servitas de Nossa Senhora de Fátima, o primeiro corpo de voluntários a apoiar os peregrinos de Fátima e cuja génese remonta a 1917 e aos acontecimentos na Cova da Iria.

“O santuário tem cerca de 72 mil quadrados, 30 mil dos quais correspondem ao recinto de oração”, adianta a instituição, notando que “os terrenos dos Valinhos e Aljustrel” de que é proprietário “são lugares complementares, no sentido em que estão profundamente ligados às aparições e seus protagonistas”.

Segundo o templo, o conhecimento destes espaços – “Casa do Francisco e da Jacinta, Casa da Lúcia, Casa-Museu de Aljustrel, Poço do Arneiro, Valinhos, Loca do Cabeço, Via-Sacra e Calvário Húngaro” - “completa a visita ao Santuário de Fátima”.

Notando que “tem interesse em comprar terrenos apenas e só na medida em que sirvam para o cumprimento da sua missão”, a instituição acrescenta que “possui uma livraria e duas lojas onde vende artigos oficiais do santuário e outros objetos religiosos”.

“Possui, ainda, os espaços comerciais das duas pracetas [Santo António e São José]", num total de 88, "e as rendas são simbólicas, variando o seu preço entre os nove e os 34 euros mensais”, refere.

Quanto ao número de camas, são exatamente 1.013, distribuídas por cinco espaços, sendo que a maior “taxa líquida de ocupação/cama” em 2015 registou-se na Casa Nossa Senhora do Carmo e foi de 27%.

Admitindo que tem havido “algumas pessoas” que fazem testamento ao santuário, “mas são situações excecionais”, o templo garante, sem especificar a quantidade, que “as ofertas de ouro são tratadas como todas” as que são feitas ao santuário, “identificadas e guardadas conforme as boas práticas nesta matéria”.

Assinalando que “apoia instituições locais, nacionais e internacionais, dentro daquelas que são as suas competências”, o santuário nota que, “entre os apoios, está igualmente um contributo para a Diocese de Leiria-Fátima e para a Igreja em Portugal”.

Sobre o valor que atribuiu o ano passado para ações de solidariedade, cujo montante não revelou, o santuário esclarece que registou em 2014 “uma estabilização nas ofertas dos peregrinos”, mas tal não “impediu de aumentar as ajudas em âmbito social, tendo em conta as acrescidas dificuldades económicas do contexto”.

“Além disso, não deixamos de promover as obras e intervenções necessárias para proporcionar condições aos peregrinos que visitam o Santuário de Fátima”, informa, salientando que financia o funcionamento da Casa de São Miguel, que acolhe crianças.

Sobre os parques de estacionamento abertos ao público, o santuário respondeu, sem indicar a capacidade total para viaturas ligeiras ou autocarros, que o “possui 14 parques de acolhimento dos peregrinos”.

“Do [parque] 1 ao 8 foram feitas melhorias significativas quer na colocação de mobiliário urbano quer na arborização dos espaços. Esta melhoria significou a perda de menos de 10% dos lugares, mas ganhou-se em disciplina e condições de acolhimento”, acrescenta.

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