Em defesa de uma maior unidade política e do reforço dos serviços públicos, nomeadamente com o fim de cortes no setor da saúde ou a “mercantilização dos cuidados”, a ação conjunta da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e das Comissões Operárias (CCOO) conta com o apoio de figuras conhecidas da sociedade espanhola, como o realizador Pedro Almodóvar ou o filósofo Emílio Lledó.

A manifestação na capital Madrid foi a maior das 53 realizadas hoje, ao juntar cerca de 3.000 pessoas na zona Novos Ministérios, no centro da cidade, ao longo de um quilómetro, em quatro filas bem definidas, com máscaras e respeito pela distância social.

“Queremos que os acordos nacionais alcancem a reconstrução social, para reforçar os nossos serviços públicos. Pedimos aos líderes políticos e económicos que invistam na saúde, na saúde pública, o único sistema igualitário para que todos tenhamos acesso aos serviços essenciais. Vamos evitar tensões e concentrar-nos na unidade”, disse o secretário-geral das CCOO, Unai Sordo.

Na mesma linha de argumentação, o líder da UGT, Pepe Alvarez, fez um apelo ao “reforço dos elementos que mais falharam nesta crise” e, por conseguinte, “serviços públicos e maior proteção dos trabalhadores” através de “pactos de Estado”.

Além de Madrid, houve também concentrações em Barcelona, Gijón, Múrcia, Badajoz, Pamplona, Huelva, Córdoba e Albacete, entre muitas outras cidades, unidas pelo manifesto “Por um pacto para a reconstrução social de Espanha. Vamos sair” e pela preocupação de observar as regras de proteção individual e social face ao risco de ressurgimento de casos de infeção pelo SARS-CoV-2.

Espanha é o sexto país do mundo mais afetado em termos de óbitos desde o início da pandemia, contabilizando pelo menos 28.341 mortos em mais de 248 mil casos de infeção.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 495 mil mortos e infetou mais de 9,87 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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