Contactado pela Lusa, fonte oficial do Ministério da Defesa disse que o diretor da Unidade de Investigação Criminal da PJM “manifestou esta manhã a intenção de regressar ao ramo de origem, o Exército”, notícia avançada hoje pela TSF.

De acordo com a TSF, os motivos estão “relacionados com o facto de o próximo diretor-geral ter menos anos de carreira militar do que o diretor da unidade de investigação criminal da Polícia Judiciária Militar”.

Marques Alexandre tinha assumido interinamente a direção da PJM depois de o coronel Luís Vieira ter sido detido para interrogatório, na semana passada.

Questionado pela Lusa na terça-feira sobre quem iria assegurar a direção da PJM, ministério da Defesa remeteu na altura para a lei orgânica da PJM que prevê que “o diretor-geral é substituído nas suas faltas e impedimentos pelo titular do cargo de direção intermédia de 1.º grau”.

Hoje, ao início da tarde, o Ministério da Defesa anunciou que o ministro Azeredo Lopes decidiu destituir o coronel Luís Vieira do cargo e nomear para a direção da PJM o capitão-de-mar-e-guerra Paulo Manuel José Isabel.

“José Azeredo Lopes solicitou ao Almirante Silva Ribeiro que, depois de ouvidos os chefes de Estado-Maior dos Ramos, apresentasse uma proposta que restabelecesse o normal funcionamento da Polícia Judiciária Militar”, é referido no mesmo comunicado.

A nomeação do novo diretor da PJM surge após a detenção do até agora responsável desta polícia, Luís Vieira, no âmbito da investigação do aparecimento de material de guerra dos paióis de Tancos.

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