Segundo a página oficial da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa na Internet, “está suficientemente indiciado que, no decurso de 2016, os arguidos, principais cabecilhas do grupo (e outros de identidades ainda não apuradas) em comunhão de esforços e vontades, decidiram apropriar-se de quantias monetárias contidas nos terminais de ATM”.

Para tal, os arguidos injetavam gás acetileno pela ranhura das notas das caixas ATM que previamente selecionavam, colocando em seguida cabos elétricos no orifício, ligandos a uma bateria elétrica, provocando a ignição do gás e, deste modo, o rebentamento da porta do cofre das caixas e aceder às notas.

A seguir fugiam do local em automóveis de alta cilindrada, previamente furtados e com matrículas falsas, e distribuíam o dinheiro equitativamente, adianta o MP.

Segundo a acusação, “os arguidos obedeciam, quer ao plano previamente traçado, quer à estrutura hierárquica do grupo”.

Cinco dos arguidos estão em prisão preventiva.

Durante as buscas no âmbito do processo foram apreendidas viaturas, armas, munições, peças de vestuário utilizadas pelos arguidos, telemóveis, assim como instrumentos e proventos do crime.

“No decurso da investigação foram recolhidos abundantes meios de prova, nomeadamente, objetos, relatórios de inspeção judiciária, foi junta documentação diversa e foram indicadas várias testemunhas”, refere o MP, acrescentando que o processo é constituído por 27 volumes e 87 apensos.

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