Numa audiência na Comissão Parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, João Pedro Matos Fernandes afirmou que "não fazer a linha circular é não fazer nada" pelos transportes em Lisboa, reiterando que os fundos europeus para ação climática que se destinariam à linha circular não podem ser usados em outra obra.

"O PSD vai ter que explicar aos lisboetas porque recusa obras no Metropolitano de Lisboa e porque está contra o investimento no transporte", afirmou o ministro, que também criticou o Bloco de Esquerda, outro dos partidos que votou pela suspensão da linha circular.

"O Bloco de Esquerda enche a boca a falar de emergência climática e depois garante não será resolvida. Faz tudo para que as verbas europeias não sejam usadas", declarou.

Matos Fernandes apontou que a linha circular "reforça a oferta no Cais do Sodré", uma das estações mais concorridas da rede.

Na sua intervenção, o deputado do PSD Carlos Silva afirmou que "o parlamento não trava obras, toma opções" e que a ideia da linha circular "não convenceu os deputados", daí o chumbo.

Para o PSD, que prefere a extensão da rede até Loures, Alcântara e zona ocidental, a opção pela linha circular representa "um afunilamento que será um carrossel para turistas", em vez de acrescentar mais um ponto de entrada em Lisboa.

O deputado do PAN André Silva considerou que "a opção circular não retira automóveis do centro da cidade" e é para servir o turismo, frisando que "a Assembleia da República já se pôs do lado das pessoas ao rejeitá-la".

O ministro considerou que o PAN, "com a decisão que propôs, vai agravar as emissões em Lisboa e no País" e que "nada pode ser feito diferente da linha circular".

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