“Seremos muito exigentes e muito determinados na defesa do bom nome das pessoas e das instituições mas seremos implacáveis e absolutamente duros naquilo que são comportamentos que ofendem os direitos fundamentais dos cidadãos, nomeadamente o direito a que os seus recursos sejam utilizados com decência e utilidade pública”, disse Adalberto Campos Fernandes, embora sem apontar qualquer caso concreto.

O ministro falava na sessão de abertura da conferência “Transparência nas Relações entre os Profissionais de Saúde e a Indústria Farmacêutica”, organizado pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA), que decorre hoje em Lisboa.

Sem nomear qualquer caso concreto, mas numa altura em que decorre uma investigação a alegados casos de corrupção com o negócio do plasma em Portugal, Campos Fernandes defendeu a regulação e a participação de todos os agentes ligados à saúde na defesa dos recursos do Estado em benefício dos cidadãos.

“Nós podemos dizer que a saúde precisa de mais dois mil milhões ou de três mil milhões, mas talvez também fosse bom que todos fizéssemos um exercício e ver se todos os milhões que nós temos estão todos a ser gastos com eficiência, com utilidade e com decência”, afirmou, apelando a um debate construtivo sobre o setor capaz de clarificar ambiguidades.

Na terça-feira, o ex-presidente da Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo e do INEM, Cunha Ribeiro, foi detido pela Polícia Judiciária no âmbito de uma investigação relacionada com o negócio do plasma, que envolve também a farmacêutica Octapharma.

Questionado pelos jornalistas se estava a referir-se ao caso que envolve o ex-responsável do INEM, o ministro da Saúde afirmou que a posição do ministério já foi transmitida na terça-feira mas sublinhou, de forma genérica, que todos os comportamentos irregulares têm de ser corrigidos.

“A esmagadora maioria dos agentes que compõem o setor fazem bem e merecem respeito e proteção mas aqueles, muito poucos, que não fazem bem têm de ser isolados, e esses comportamentos têm de ser corrigidos”, frisou, acrescentando que os casos que não funcionam são aqueles em que a justiça intervém.

Na conferência que decorre no Centro Cultural de Belém participam, entre outros, o presidente da APIFARMA, João Almeida Lopes, a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, e Fernando Seara, presidente do Conselho Deontológico da APIFARMA.

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