A posição da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP), que considerou “prematura, não muito cautelosa” a decisão de por fim ao estado de alerta, mereceu hoje por parte do ministro da Saúde “o respeito pela opinião das pessoas”, mas o titular da pasta garantiu que a medida tomada “tem toda a sustentação técnica e tem o apoio da larga maioria dos profissionais e do conjunto do país”.

Nas Caldas da Rainha, onde hoje visitou o Hospital Distrital, o ministro reagia às criticas efetuadas pelo presidente ANMSP, Gustavo Tato Borges, após o anúncio de Manuel Pizarro de que a situação da pandemia permite “tomar com toda a segurança a decisão de não renovar a situação de alerta no território continental”.

Com esta medida deixam de ser obrigatórias as máscaras, termina o isolamento dos casos positivos, os apoios dirigidos à covid-19, os testes gratuitos que estavam disponíveis até hoje, e o apoio a 100% para as baixas dos doentes com covid-19.

“A partir de agora, é uma doença como qualquer outra e, numa altura em que estamos a entrar numa nova onda, e que ainda não temos a certeza sobre o impacto que a vacinação vai ter, nós estamos a assumir um risco enorme”, alertou Gustavo Tato Borges.

A situação de alerta, nível mais baixo de resposta a situações de catástrofes da Lei de Bases da Proteção Civil, estava em vigor ininterruptamente desde fevereiro, depois de Portugal ter passado, desde março de 2020, por situações de calamidade, catástrofe e estado de emergência.

Na quinta-feira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o diploma do Governo que procede à revogação de diversos decretos-leis publicados, no âmbito da pandemia da doença covid-19, segundo a informação publicada no ‘site’ da presidência.

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