“O maior encontro científico e técnico da Europa na área da aquacultura decorre entre os dias 4 e 7 de outubro, com o lema ‘Um mar de oportunidades’, sendo a sessão de encerramento presidida pelo ministro do Mar, Dr. Ricardo Serrão Santos”, refere a ARDITI – Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação, em comunicado.

Está prevista a apresentação de 855 comunicações científicas, 449 das quais orais, em várias sessões simultâneas diárias, num encontro que envolve 1.200 participantes e conta com o apoio do Governo da República, do Governo Regional da Madeira, da Associação de Promoção da Madeira e da ARDITI.

Associada à conferência, decorre uma feira industrial em que participam cerca de 100 empresas e outras instituições ligadas ao setor.

“É uma oportunidade única para as empresas nacionais e regionais ligadas à produção de aquicultura e para as empresas fornecedoras de bens e serviços se inteirarem das novas tecnologias e novos produtos”, é referido.

A ARDITI sublinha que o evento constitui também um meio para os investigadores, estudantes e membros dos centros de ciência portugueses contactarem e trocaram experiências com especialistas internacionais.

“A investigação em aquicultura inclui áreas de ciência ligadas à biologia e fisiologia das espécies aquáticas, áreas de zootecnia, nutrição, ambiental e muitas outras das áreas tecnológicas, desde o ‘software’ ao desenho e engenharia de equipamentos, entre outros”, refere a organização, reforçando: “O campo das ciências e tecnologias aquáticas e ligado à economia azul tem aqui uma oportunidade ideal para se mostrar, participar e progredir com o evento”.

De acordo com os dados oficiais mais recentes, o setor da aquicultura marinha na Madeira é responsável por 30 postos de trabalho e uma produção anual de 1.000 toneladas de peixe, no valor de 5 milhões de euros.

Das cinco zonas de exploração criadas no âmbito do Plano de Ordenamento para a Aquicultura Marinha da região autónoma (POAMAR), todas na costa sul da ilha da Madeira, há duas ainda sem atividade, localizadas entre os municípios da Ponta do Sol e Calheta.

As câmaras municipais da Ponta do Sol, liderada pelo PS, e da Calheta, governada pelo PSD, têm mostrado reservas quando à instalação de jaulas para a produção de peixe na frente mar dos concelhos, tendo já ocorrido também várias manifestações públicas contra o projeto, devido aos impactos ambientais.

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