“Ciente da gravidade da situação de emergência por que está a passar o povo irmão de Moçambique, o Presidente da República continua a acompanhar de perto os acontecimentos naquele país, em estreita colaboração com o Governo português”, lê-se numa mensagem divulgada hoje no ‘site’ da Presidência da República.

Na nota é ainda referido que, perante as “trágicas consequências” da passagem do ciclone Idai também no Zimbabué e no Maláui, o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou mensagens de condolências aos seus homólogos daqueles países, "expressando solidariedade e transmitindo votos de pesar aos familiares das vítimas".

O ciclone Idai, com fortes chuvas e ventos até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na noite de 14 de março, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

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O último balanço oficial refere que pelo menos 242 pessoas morreram em Moçambique.

De acordo com números divulgados hoje em Genebra, Suíça, pelo Programa Mundial Alimentar (PAM) das Nações Unidas, a passagem do ciclone Idai por Moçambique, Zimbabué e Maláui atingiu, pelo menos, 2,8 milhões de pessoas.

No Zimbabué os dados oficiais apontam para 139 mortos e 189 desaparecidos.

As únicas estimativas conhecidas do Maláui continuam inalteradas, em 56 mortos e 177 feridos.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, decretou o estado de emergência nacional na terça-feira e disse que 350 mil pessoas “estão em situação de risco”.

Moçambique cumpre hoje o segundo de três dias de luto nacional.

A Cruz Vermelha Internacional indicou que pelo menos 400.000 pessoas estão desalojadas na Beira, considerando que se trata da “pior crise” do género em Moçambique.

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