No debate quinzenal na Assembleia da República, em Lisboa, a deputada do PEV Heloísa Apolónia considerou “gravíssimo” que o primeiro-ministro diga que haverá um “enorme problema” se a infraestrutura no Montijo não avançar por razões ambientais, sustentando que com isso está a condicionar a avaliação.

“É evidente que seria gravíssimo, o atual já está em rutura”, disse Costa, defendendo que a solução Portela e um aeroporto complementar no Montijo “é a melhor que é possível tomar hoje”.

Heloísa Apolónia considerou que o primeiro-ministro não está a conseguir “convencer os portugueses” e disse que o PEV irá lutar de forma “veemente” contra a opção do Governo que, afirmou, parece ser de cedência às concessionárias.

Na resposta, António Costa insistiu que se a avaliação de impacto ambiental impedir a obra no Montijo, "não há alternativa": "se chumbar tudo, aí não tenha dúvidas porque há um enorme problema".

Contudo, o primeiro-ministro reiterou também que o Governo e a concessionária respeitarão qualquer das decisões, seja para mitigação dos efeitos, seja mesmo para não avançar.

O primeiro-ministro disse que o acordo assinado na quarta-feira com a concessionária visa permitir que as obras de alargamento na Portela possam avançar uma vez que não dependem de estudos de impacto ambiental.

A deputada contestou esta posição, sustentando que a extensão do aeroporto Humberto Delgado também deveria ser sujeita a avaliação de impacto ambiental.

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