“Aquilo que o PS tentou fazer nas últimas semanas, e falo do PS porque o PS fez parte desta governação, foi tentar obstaculizar sem qualquer razão objetiva, ideológica ou programática a governação. Quando os vereadores do PS entregaram os pelouros, em início de maio, assumiram publicamente que iriam manter o acordo estabelecido connosco há quatro anos, mas agora vê-se que não cumpriram”, afirmou em conferência de imprensa o presidente da autarquia, que se recandidata ao cargo pelo movimento “O nosso partido é o Porto”.

Moreira, que conta com o apoio formal do CDS-PP e MPT nesta sua recandidatura, frisou ter mantido a sua palavra, não tendo exonerado, nem retirado os pelouros a ninguém, assim como não tendo substituído, por sua vontade, chefias ou administradores de empresas municipais.

“Pela minha parte, cumpri escrupulosamente o acordo de há quatro anos atrás, mas quando avaliamos a situação que ocorre com o PS vê-se que, e essa é a minha interpretação, não cumpriu com a questão fulcral para um dos principais desígnios da governação e do meu programa e que, no acordo, o PS se tinha comprometido a cumprir”, disse.

Assim, o autarca desafiou o candidato do PS, Manuel Pizarro, a explicar o que vai fazer quanto a esta empresa municipal “Porto Cultura” se, porventura, ganhar as eleições.

Outra das questões levantadas pelo atual presidente da câmara foi o facto de o PS ter, “numa tentativa de rejeição que acabou malograda”, tentado evocar a memória de Paulo Cunha e Silva [ex-vereador da Cultura que morreu em 2015], sublinhando ser algo “inaceitável”.

A criação da empresa municipal Porto Cultura foi aprovada em reunião de câmara e na assembleia municipal com os votos contra do PS, com exceção de um deputado municipal socialista que, em sentido de voto contrário, votou favoravelmente.

Na justificação, Francisco Assis explicou não ver na proposta “nenhum propósito eleitoralista”, elogiando o executivo municipal por se ter distinguido pela positiva, depois de 12 anos “negros” de governação de Rui Rio na área da cultura.

Questionado sobre como viu este voto do deputado do PS, Rui Moreira referiu que Assis votou pelo Porto, revendo-se no que ele disse.

“Justificou a razão do seu voto que não me compete a mim repetir, acho que as palavras dele foram eloquentes e seria da minha parte deselegante repetir”, frisou.

Sobre se esta situação evidencia uma divisão no PS, o candidato independente respondeu apenas que Assis não é seu apoiante, nem irá votar em si e está “ao lado” de Manuel Pizarro.

Rui Moreira recordou que não criar esta empresa municipal seria um “ato de despesismo”, porque hoje a câmara tem de usar “barrigas de aluguer”, seja para a contratação de espetáculos, recursos humanos e meios técnicos.

Esta situação atual representa um “sobrecusto” e com a Porto Cultura há a possibilidade de fazer contratação direta, significando “ganhos de eficiência”.

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