“Foi um criador incansável e um sonhador. Não parou de trabalhar até ao último dos seus dias”, disse Paola Marino sobre Consuegra, cujo trabalho, inspirado “no movimento e no equilíbrio”, tem sido divulgado em várias partes do mundo.

De acordo com a assistente, o artista morreu na última sexta-feira, um dia após completar 80 anos.

Com peças principalmente feitas em metal e de grandes dimensões que podem ser vistas ao ar livre no sul do estado norte-americano da Florida, onde Rafael Consuegra se exilou em 1960, sendo que a escultura mais conhecida mundialmente, porém, encontra-se na Rússia, lembrou Paola Marino.

Trata-se de “O Pescador” (1991), numa das margens do Lago Onega, na cidade Petrozavodsk, com a qual venceu um concurso internacional em nome dos Estados Unidos da América (EUA).

Marino descreveu Consuegra como “muito versátil”, tanto em obras abstratas como figurativas.

“Nos últimos anos ele inspirou-se muito nos anjos, nas asas dos anjos”, detalhou.

Outra escultura alada que a sua assistente -- há mais de 20 anos -- destacou foi o "The Guardian Of The River" (“O Guardião do Rio”, em tradução simples), encomendada pela cidade de norte-americana de Jacksonville e concluída em 2017.

Rafael Consuegra expôs em França, Espanha, Dinamarca e Suíça e, após oito anos na Europa, voltou aos EUA, onde instalou um estúdio permanente em Miami.

“Tinha amigos em todos os locais. Fazia parte da minha família e não sei se o vejo com objetividade, mas para mim é o melhor artista que já representou Cuba” no estrangeiro, sustentou Paola Marino.

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