Mohamed Morsi foi condenado a prisão perpétua em 2015, no âmbito de uma acusação de espionagem a favor do movimento palestino Hamas, do Hezbollah libanês e do Irão. O tribunal anulou a condenação e ordenou um novo julgamento, segundo uma fonte judicial. Isto acontece depois de, na semana passada, o tribunal ter anulado condenação à pena de morte do antigo presidente islamita.

"O veredicto estava repleto de vícios jurídicos", afirmou o advogado de Morsi, Abdel Moneim Abdel Maqsud, citado pela AFP no âmbito desta nova decisão judicial.

O tribunal também anulou as penas contra vários dirigentes da Irmandade Muçulmana, grupo ao qual pertence o ex-presidente, segundo o advogado.

O empresário Jairat al-Shater e Mohamed al-Beltagui também haviam sido condenados à morte. O guia supremo da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e o ex-presidente do Parlamento Saad al-Katatni foram condenados a prisão perpétua.

Os condenados foram acusados de entregar "relatórios de segurança" ao Irão e de espionagem a favor do Hamas.

Num outro processo por espionagem, Morsi foi condenado novamente a prisão perpétua, ao lado de 10 coacusados, por roubo de "documentos pertencentes à segurança nacional" e a transmissão dos mesmos ao Catar, de acordo com a acusação.

Mohamed Morsi e os seus apoiantes são alvo de repressão desde que este foi destituído em julho de 2013 pelo ex-comandante do exército Abdel Fatah al-Sisi, que governa desde então o país com mão de ferro.

Na semana passada, o tribunal também

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