Em resposta a um apelo de organizações muçulmanas americanas, os fieis instalaram os seus tapetes de oração na Praça Lafayette, um pequeno parque em frente da residência oficial do Presidente dos Estados Unidos.

Usando o tradicional lenço palestiniano (keffieh) ou lenços com as cores da Palestina, os manifestantes levaram também cartazes denunciado a colonização de Jerusalém Oriental e da Cisjordânia.

Ignorando décadas de diplomacia norte-americana e internacional, o atual Presidente dos Estados Unidos reconheceu na quarta-feira unilateralmente Jerusalém como capital de Israel, e anunciou a transferência da embaixada dos Estados Unidos em Telavive para Jerusalém.

Donald Trump “não tem um único grama de terra em Jerusalém ou na Palestina, ele tem as torres Trump que pode dar aos israelitas”, disse Nihad Awad, diretor-geral do Conselho de Relações Americano-Islâmicas.

O responsável, citado pela agência France Presse, disse que o ato do Presidente “reforça o extremismo religioso cristão nos Estados Unidos”.

Falando em conjunto com outros elementos da comunidade muçulmana nos Estados Unidos, Awad pediu a Donald Trump para que coloque os interesses americanos à frente dos de uma potência estrangeira e dos seus “lobbies”.

O anúncio de Donald Trump “não é a favor da paz, criará mais caos, destruiu tudo o que podia levar à paz”, disse Zaid al-Harasheh, um manifestante.

Israel conquistou Jerusalém Oriental em 1967 e anexou-a para proclamar Jerusalém como a sua capital “eterna e indivisível”. Os palestinianos querem fazer de Jerusalém Oriental a capital do Estado a que aspiram.

Desde a criação de Israel, em 1948, que a comunidade internacional se tem abstido de reconhecer Jerusalém, uma cidade sagrada para judeus, muçulmanos e cristão, como a capital do país.

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