“Muitos milhares de trabalhadores já cá estão e muitos outros estão a chegar, portanto vamos ter uma manifestação com algumas dezenas de milhares de trabalhadores que, a uma só voz, vão aqui manifestar o seu descontentamento pela ausência de resposta positiva às suas reivindicações, quer do setor privado, quer do setor público”, declarou o líder da CGTP, Arménio Carlos, falando aos jornalistas no local onde se iniciou a manifestação.

Na ação, são esperados mais de 10 mil trabalhadores vindos de todo o país, em mais de 100 autocarros e em dois comboios provenientes do Porto, a par de dezenas de milhares provenientes da zona de Lisboa e arredores, que se deslocam em transportes públicos ou em transporte próprio.

Porém, de acordo com Arménio Carlos, estes números devem ser ultrapassados.

“Neste momento, com [trabalhadores de] Lisboa e Setúbal que estão a chegar, serão provavelmente o dobro ou o triplo” do previsto, indicou.

O sindicalista realçou, assim, aquilo que espera ser uma “grande adesão, grande participação e grande vontade”.

“Está nas mãos dos trabalhadores mudar as suas condições de vida e de trabalho”, salientou.

A manifestação nacional da Intersindical seguia pelas 15:44 em direção à praça dos Restauradores, em Lisboa, sob o lema “Avançar nos Direitos, Valorizar os Trabalhadores”.

O combate às desigualdades, à precariedade e à desregulamentação dos horários de trabalho, a dinamização da contratação coletiva e a revogação da nova legislação laboral são as principais reivindicações da CGTP.

A central sindical defende, assim, a promoção do progresso social e do desenvolvimento do país como forma de dar resposta aos problemas dos trabalhadores e da população em geral.

Para tal, reivindica o aumento geral dos salários de todos os trabalhadores em 4%, garantido um mínimo de 40 euros, a fixação do salário mínimo nos 650 euros em janeiro de 2019, o aumento das pensões de reforma, a defesa e melhoria dos serviços públicos e funções sociais do Estado.

A manifestação nacional da CGTP termina com uma intervenção político-sindical do secretário-geral, Arménio Carlos.

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