Em nota publicada hoje na sua página da internet, a PGDL refere que o Juízo Central Criminal da Comarca de Lisboa condenou a arguida, por acórdão proferido na segunda-feira, pelos crimes de homicídio qualificado e de incêndio, a uma pena única de 17 anos de prisão efetiva.

O coletivo de juízes deu como provado ter ficado indiciado que a arguida, “a qual vivia com o ofendido, como de marido e mulher se tratassem, urdiu um plano para se livrar dele, o qual concretizou” pela 01:00 de 24 de dezembro de 2016.

“Assim, depois de a vítima adormecer, a arguida espalhou pelo chão do quarto, onde aquele dormia, gelo seco, molhando-o com água, expondo o ofendido à inalação de dióxido de carbono, tendo, de seguida, pegado fogo à zona da cabeceira e pés da cama”, explica a PGDL.

Segundo o tribunal, ofendido morreu devido a "intoxicação por monóxido de carbono, a qual foi consequência direta e necessária da sua morte”.

A mulher “foi ainda condenada em indemnizações aos familiares das vítimas, ao proprietário do andar que ardeu e ao Estado Português – Ministério da Administração Interna”, acrescenta a PGDL.

O coletivo de juízes decidiu também manter a arguida sujeita à medida de coação de prisão preventiva.

O acórdão ainda não transitou em julgado, estando a correr prazo para um eventual recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa.

O inquérito foi dirigido pelo Ministério Público na 7ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.

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