A maior parte dos 20 milhões de dólares, verba proveniente do Fundo Central de Resposta a Emergências (CERF), servirá para “impulsionar a resposta imediata às populações em Moçambique, o país mais atingido”, segundo informação disponível na página oficial do Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA, na sigla em inglês).

Pelo menos 300 pessoas morreram na passagem do ciclone Idai por aqueles três países da África austral, onde os socorristas se desdobram agora em esforços para salvar milhares de pessoas que continuam refugiadas em cima de telhados e árvores.

“Os fundos do CERF irão complementar os esforços imediatos dos três governos para fornecer ajuda de emergência às comunidades afetadas, incluindo cuidados de saúde, segurança alimentar, proteção, nutrição e educação”, disse Mark Lowcock, citado num comunicado do OCHA.

“Serão priorizados os grupos vulneráveis como as crianças, as grávidas e lactantes, pessoas com deficiências ou com doenças crónicas”, acrescentou Mark Lowcock.

Os fundos irão servir também para apoiar as organizações humanitárias no financiamento das logística e das comunicações no terreno, bem como na disponibilização de água potável e assistência médica para reduzir o risco de doenças transmissíveis pela água.

Mark Lowcock reconheceu que a alocação de fundos do CERF permite acelerar a resposta, mas que tal será insuficiente face à previsível escalada das necessidades, apelando a contribuições dos doadores.

As populações afetadas nos três países irão precisar de assistência alimentar também a médio prazo, uma vez que as inundações destruíram quase por completo as colheitas deste ano.

O CERF reúne as contribuições de doadores de todo o mundo num único fundo que permite financiar ajuda humanitária de emergência em situações de crise.

Em Moçambique, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou na terça-feira que mais de 200 pessoas morreram e 350 mil “estão em situação de risco”, tendo decretado o estado de emergência nacional.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes sem energia e linhas de comunicação.

A Cruz Vermelha Internacional indicou na terça-feira que pelo menos 400 mil pessoas estão desalojadas na Beira, em consequência do ciclone, considerando tratar-se da “pior crise” do género no país.

No Zimbabué, foram contabilizados mais de 100 mortos e mais de 200 feridos, com as estimativas a apontarem para mais de 500 desaparecidos, enquanto no Maláui as únicas estimativas conhecidas apontam para pelo menos 56 mortos e 577 feridos.

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