O homem com origem francesa foi descoberto enquanto vivia uma vida dupla como professor particular, em Anstruther, Fife, na Escócia, avança o jornal The Guardian. Foi preso em novembro de 2022.

Reynouard, 54 anos, foi detido numa altura em que as autoridades francesas lançaram um pedido de extradição, mostrando como prova vários vídeos nos quais o homem alegadamente negava a existência de câmaras de gás em campos de concentração nazis.

Um mandado interno emitido por um tribunal francês referia-se a sete vídeos feitos entre setembro de 2019 e abril de 2020, incluindo um em que alegadamente descrevia as atrocidades nazis como “calúnias graves” e outro em que falava do “problema judaico”.

Os crimes incluem “banalização pública de um crime de guerra” e “desafio público à existência de crimes contra a humanidade cometidos durante a Segunda Guerra Mundial”, sublinha o jornal internacional.

A negação do Holocausto é um crime em França desde 1990, e Reynouard já tinha sido condenado no passado, incluindo penas de prisão em novembro de 2020 e janeiro de 2021.

Após uma audiência no tribunal de Edimburgo, em outubro do ano passado, foi determinado que os vídeos que lançava no YouTube estavam “além do que é tolerável na nossa sociedade” e constituíam uma violação da Lei de Comunicações, aprovando-se a extradição.

Reynouard contestou a extradição, mas o seu pedido de recurso foi recusado esta sexta-feira.

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