"Em 2015, com a liberalização do espaço aéreo, vivemos nos Açores uma verdadeira revolução para a mobilidade dos açorianos e para a alavancagem do turismo. Cinco anos depois, é possível rever e alterar. Mas para melhorar. Nunca para piorar. O limite máximo de 134 euros para os residentes e de 99 euros para os estudantes, em viagens de ida e volta ao continente, é uma conquista. Não admitimos andar para trás", declarou o social-democrata.

Bolieiro falava na Madalena, na ilha do Pico, na sessão de encerramento do 24.º congresso do PSD/Açores.

Para o líder dos sociais-democratas açorianos, "ninguém compreende que possa ser mais barato viajar para Lisboa do que para outra ilha dos Açores", e nesse sentido "é preciso melhorar de forma substancial as acessibilidades internas, ajustando a oferta à procura, de forma flexível, sobretudo nas ilhas sem ligações ao exterior da região".

Para as mercadorias, "é preciso promover soluções e modelos que facilitem o transporte de produtos frescos a preços competitivos e com frequências adequadas, quer no mercado interno, quer para o continente", e a nível marítimo, nas ligações inter-ilhas, o PSD tem o "objetivo estratégico" de "reduzir significativamente os custos" e "manter e melhorar as acessibilidades e frequências às ilhas de menor dimensão".

"Impõe-se avaliar as atuais Obrigações de Serviços Público e o modelo existente, mediante o estudo de alternativas tecnicamente e economicamente mais vantajosas para todas as ilhas. No abastecimento de bens essenciais, não podemos arriscar ter qualquer ilha isolada, inacessível, em compasso de espera", disse.

PSD/Açores vai organizar "Congresso da Sociedade" para ouvir cidadãos das nove ilhas

José Manuel Bolieiro anunciou hoje também que o partido vai promover o "Congresso da Sociedade", iniciativa de "reflexão e debate" que se irá realizar nas nove ilhas do arquipélago.

A iniciativa, diz Bolieiro, promoverá a "reflexão e debate com todos os setores da sociedade açoriana" em "todas as ilhas" e municípios, da vila do Porto, em Santa Maria, à vila do Corvo.

"Queremos uma sociedade motivada e participante. Por isso queremos ouvir os açorianos. Ainda mais. Cada vez mais. Para isso vamos convocar a sociedade. Os cidadãos, as organizações, as instituições. Todos serão muito bem-vindos", declarou Bolieiro, falando no 24.º congresso do PSD/Açores, que hoje termina na ilha do Pico.

A iniciativa, acrescentou ainda o social-democrata, "põe as pessoas acima dos partidos", e decorrerá entre março e maio.

E concretizou: "É assim que nós somos. Queremos uma democracia de participação e uma autonomia de responsabilização. Sou presidente do partido e quero ser presidente do Governo para fazer diferente. Para fazer a diferença. Sei as capacidades dos açorianos".

Em ano de eleições regionais nos Açores, também o PS, partido que lidera o Governo Regional, tem no terreno uma iniciativa no mesmo registo, o "Todos Contam - Açores Primeiro", movimento, afirmam os socialistas, que pretende levar os açorianos a debater, para lá de "partidos e ideologias", questões em torno da autonomia.

Precisamente no que refere às eleições deste ano, José Manuel Bolieiro advogou ser "possível, preciso e urgente fazer diferente" do que o PS.

"Queremos para os Açores um verdadeiro desenvolvimento, mais consistente e mais consequente. Somos um povo capaz de fazer", afiançou.

No arranque do discurso, o social-democrata endereçou um "cumprimento cordial e institucional" ao presidente do executivo dos Açores, o socialista Vasco Cordeiro.

"Enquanto Presidente do Governo [Regional], merece o devido respeito. Não concorro por ser contra ele. Concorro por ser a favor dos Açores e da alternância democrática", garantiu Bolieiro.

O PSD/Açores está reunido desde sexta-feira na ilha do Pico, no primeiro encontro magno dos sociais-democratas açorianos sob a liderança de José Manuel Bolieiro e com as eleições regionais deste ano como pano de fundo.

Bolieiro foi escolhido por Rui Rio em julho de 2019 para vice-presidente do PSD.

Rui Rio renovou no sábado o mandato como presidente do PSD, com cerca de 53% dos votos na segunda volta das eleições diretas, enquanto o seu adversário, Luís Montenegro, teve 46,98%.

O líder social-democrata afirmou, após serem conhecidos os resultados das diretas, que o PSD não está "partido" e que conta com todos que trabalhem “com estabilidade e lealdade”.

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