Os manifestantes lançaram pedras e fogo de artifício em direção à polícia numa avenida que conduz ao parlamento, com a polícia a responder com gás lacrimogéneo para tentar dispersá-los, indicou a agência noticiosa AFP, e um dia após confrontos similares que provocaram dezenas de feridos.

A deflagração da passada terça-feira no porto de Beirute provocou 158 mortos e 6.000 feridos, segundo o balanço oficial, e revigorou a contestação inédita desencadeada no final de 2019, que se tinha desmobilizado com a pandemia.

Hoje, na emblemática praça dos Mártires, centenas de manifestantes voltaram a concentrar-se, agitando bandeiras libaneses e entoando cantos patrióticos, tendo sido instaladas duas tendas para distribuir pão, água e refeições quentes.

Mas foi ao início da noite de hoje que decorreram os confrontos junto ao parlamento. Os manifestantes responderam às forças policiais aos gritos de “Revolução, revolução!” e alguns tentaram escalar as barreiras de ferro colocadas pela polícia para proteger a rua que conduz ao hemiciclo.

No sábado, milhares de manifestantes tomaram brevemente de assalto os ministérios dos Negócios Estrangeiros, Economia e Energia, e ainda a Associação de bancos.

No sábado cerca de 250 pessoas ficaram feridas nos confrontos, com 65 hospitalizadas, segundo a Cruz Vermelha libanesa. Foram detidas 20 pessoas, indicou um comité de advogados para a defesa dos manifestantes, e que denunciou a “violência excessiva” das forças policiais.

Um polícia morreu de uma queda mortal após ser agredido pelos “agitadores”, segundo os responsáveis da corporação.

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