1.
Trabalhar em agosto devia ser proibido. Ao fim do dia, a paisagem dourada por um sol que começa a esconder-se entre os prédios de Lisboa destrói a alma a quem está longe de uma esplanada. Abrimos o SAPO24, damos uma leitura na primeira página, lemos “Mês de julho foi o mais quente alguma vez medido em todo o mundo” e sentimos que neste final de segunda-feira o mundo está contra nós.

Mas já que aqui estamos, não é? Bem, o dia de hoje está muito provavelmente a ser de sonho para benfiquistas, inchados e sorridentes com uma goleada de cinco a zero ao maior rival; e doloroso para os adeptos do Sporting que estarão neste momento a chegar a casa, de rastos, depois de um dia a tentar fintar as piadas dos amigos do Benfica. Resta esperar que tenham tido mais jogo de cintura do que Bas Dost no jogo de ontem.

2.
Se por Portugal parece que o início da nova época é o grande tema, lá fora, nomeadamente nos Estados Unidos, volta-se a discutir a necessidade de regulamentar o uso de armas depois dos tiroteios de El Paso e Dayton em que morreram 31 pessoas. Faz amanhã 74 anos que foi lançada a primeira bomba em Hiroshima e não dá para não pensar como as guerras mudaram, como elas acontecem sem batalhões e são perpetradas por indivíduos, como podem acontecer na esquina de nossa casa a qualquer momento, por qualquer motivo. E isso não é melhor, mas também não é pior. Em 2019, no século XXI, já não devia ser nada. Na sua crónica semanal, Francisco Sena Santos aborda o tema.

3.
Para animar um bocadinho os ânimos, dizer também que nem tudo é mau. Se vos escrevo deste lado, hoje, é porque no dia seis de agosto de 1973 Tim Berners-Lee publicou a primeira página na World Wide Web e se vou dar ainda um salto à Caparica depois de sair do trabalho é porque a Ponte 25 de Abril foi inaugurada há 53 anos - estou a brincar, sou um leiriense fiel à costa oeste e acho que aguento até ao fim de semana para da rum mergulho em Paredes de Vitória.

4.
As redes sociais lembraram-me que faz amanhã quatro anos que Jon Stewart apresentou o “The Daily Show” pela última vez. Embalado pela memória da saída de cena de uma dos maiores nomes do humor e da sociedade norte-americana, deixo três sugestões para esta segunda-feira de agosto, daquelas que nos fazem rir e daquelas que nos fazem pensar:

  • Veja um especial de comédia. Tenho muitos para meter em dia, mas aponto como valor seguro o último que me fez chorar a rir: Nate Bargatze: The Tennessee Kid;
  • Leia o livro “Sou um crime”, de Trevor Noah, o homem que substituiu Stewart no “Daily Show”. Uma história enorme numa pessoa tão nova e que promete ter muito para nos dar;
  • E porque o humor nacional também não é menos importante, ouça o “Hotel”, o podcast de Luís Franco Bastos que conta a história da família de Rogério Fagundes, dona do Grande Hotel da Marateca.

Hoje o dia foi assim por Tomás Albino Gomes

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