Até 2050 é estimado que se produza uma maior quantidade de plástico do que de peixe nos oceanos. É apenas um dado mas cuja grandeza espelha a preocupação demonstrada pelos consumidores e traduzida nas respostas ao estudo realizado pela Nielsen sobre o impacto dos temas de sustentabilidade na relação com as marcas de consumo.

81% dos consumidores europeus abordados na produção do relatório “Evolving Sustainability” afirmam que é muito importante que as marcas implementem programas que melhorem o meio ambiente.

Existem, contudo, distintos graus de preocupação com este tipo de questões. A idade é um dos fatores determinantes, sendo especialmente relevante para a geração conhecida como Millennials (21-34 anos) em que 85% defende firmemente que as empresas devem empenhar-se em melhorar o ambiente.

Na Europa, segundo este relatório da Nielsen, os consumidores assumem que variáveis como a responsabilidade social da marca, o carácter reutilizável/reciclável das embalagens e a transparência da informação impactam a sua decisão de compra ou experimentação, incentivando a inovação. Para além disso, a sustentabilidade poderá estar muitas vezes relacionada com valores premium, com 30% a 40% dos consumidores europeus a afirmar que estão dispostos a pagar um preço elevado por produtos que cumpram determinadas normas sustentáveis.

“Em Portugal, o cenário é semelhante e acompanha as tendências globais mais emergentes: 85% dos portugueses assumem que o suporte das empresas a causas ambientais impacta a sua decisão de compra. São por isso várias as oportunidades que se abrem às marcas face a este desafio. A capacidade para implementar iniciativas sustentáveis vai impulsionar o crescimento de vários mercados, à medida que cresce a procura por uma oferta que responda a este tipo de preocupações e que as marcas locais fazem uso desta tendência para potenciar as suas vendas. Esta é também uma oportunidade única para a inovação, visto que constitui um enorme fator de experimentação de novas marcas ou produtos”, explica Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical Director da Nielsen Portugal.

“Neste contexto, a influência das marcas sustentáveis vai aumentar, à medida que as marcas continuam a implementar esforços na sustentabilidade, o setor público reconhece empresas que contribuem para esta mudança e os consumidores recompensam as marcas que os deixam a si, às suas famílias e ao mundo mais seguros”, conclui.

As multinacionais na linha da frente do problema

Num relatório, divulgado esta semana nas Filipinas pela Break Free from Plastics (Livre de Plásticos), a organização que agrega 1475 organizações ecologistas, incluindo a Greenpeace, acusa as multinacionais de se desresponsabilizarem da remoção do lixo causado pela sua atividade.

Segundo este estudo, a Coca-Cola, da qual foram recolhidos este ano 11.732 resíduos de plástico em 37 países, foi a empresa mais poluente pelo segundo ano consecutivo, . O “top 10″ das multinacionais que geraram mais resíduos de plástico inclui também a Nestlé (4.846 detritos), a PepsiCo (3.362), a Unilever (3.328), a Philip Morris (2.239) e a Procter & Gamble (1.160).

Segundo o relatório, as empresas “continuam a tirar proveito da abundante produção de plástico de uso único”, com o plástico reciclado a representar apenas 9% do total de plástico produzido desde a década de 1950.

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