Em declarações por telefone à agência Lusa, o ministro Adalberto Campos Fernandes lembrou ainda Arnaut como um “republicano, um homem da literatura, um grande poeta e um homem de uma enorme sensibilidade”.

“Não é apenas o pai do Serviço Nacional de Saúde (SNS), como nos habituámos a reconhecê-lo. Perdemos um cidadão que soube enobrecer a sua devoção à causa pública”, afirmou o ministro, que se encontra na Suíça a participar na 71.ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde.

Para Adalberto Campos Fernandes, o país “perde uma das figuras referenciais em termos de influência cívica, de capacidade de pensar e refletir sobre o futuro”, além de ter um sentido de realização com a política que o ministro classifica como “puro”.

Arnaut era ainda, segundo o ministro, um homem com “profundo sentido de justiça, que viu na realização do SNS um início de caminho para cumprir esse ideal de justiça”.

“O que importa é prosseguir o caminho e, 40 anos depois, tudo fazer para que a ideia fundadora seja todos os dias renovada e possamos ter esta realização que todos consideramos ser a melhor realização da democracia em termos de serviço público”, afirmou Campos Fernandes, deixando uma “palavra de desolação transformada num forte abraço à família e amigos próximos”.

O antigo ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, fundador do Serviço Nacional de Saúde e cofundador do PS, morreu hoje em Coimbra, aos 82 anos, disse à agência Lusa fonte dos socialistas.

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