O artista plástico Júlio Pomar morreu na terça-feira aos 92 anos no Hospital da Luz, em Lisboa.

Hoje, em plenário, o voto de pesar proposto pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, pelo desaparecimento de Júlio Pomar foi aprovado por unanimidade.

O texto elogia Pomar como "um dos mais talentosos artistas plásticos do Portugal contemporâneo, caracterizando-se por uma obra multitemática e multifacetada".

O plenário da Assembleia da República cumpriu um minuto de silêncio após a aprovação do voto de pesar, que se seguiu a um outro voto de pesar pelo desaparecimento de António Arnaut.

"Ao ver partir um dos nomes maiores da cultura portuguesa, o país fica claramente mais pobre", lê-se no voto.

Na década de 1940, de acordo com o mesmo texto, "Júlio Pomar esteve intimamente ligado à afirmação do movimento neorrealista em Portugal, de que foi o seu expoente maior".

"Resistente antifascista, a sua intervenção cívica valeu-lhe a prisão durante quatro meses, tendo sido companheiro de cela de Mário Soares, com quem partilhava um gosto contagiante pela vida", recordam.

Mais tarde, Mário Soares, enquanto Presidente da República, "viria a ser retratado pelo olhar sempre irreverente e provocador de Júlio Pomar".

"A obra de Júlio Pomar, patente em grandes coleções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro, ficará para sempre perpetuada na Fundação que, em 2004, instituiu com o seu nome, assim como no Atelier-Museu Júlio Pomar", sublinham.

Pintor e escultor, nascido em Lisboa em 1926, Júlio Pomar é considerado um dos criadores de referência da arte moderna e contemporânea portuguesa.

O artista deixa uma obra multifacetada que percorre mais de sete décadas, influenciada pela literatura, a resistência política, o erotismo e algumas viagens, como a Amazónia, no Brasil.

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