"Sobre as questões da Saúde, e sei que cá [referindo-se à região Norte] se tem falado muito do São João e do hospital de Gaia, os investimentos estão ou estarão em curso e as dificuldades estão a ter resposta. A solução está no terreno e existe. Pode é não ser à velocidade que todos desejam. Mas a resposta existe", disse o governante.

Em causa a requalificação das instalações do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e a construção do Centro Pediátrico do Centro Hospitalar de São João, no Porto, duas obras para as quais hoje foi tornado público que fazem parte do investimento previsto pelo Ministério da Saúde para 2019.

A informação consta na nota explicativa do Ministério da Saúde para o Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), hoje disponível na página da Internet do parlamento e vai ao encontro de reivindicações e polémicas que têm marcado este setor a Norte.

João Galamba, que falava em Vila nova de Gaia, distrito do Porto, no âmbito da digressão de membros do Governo para apresentar o Orçamento do Estado 2019 (OE2019), garantiu que "não há cortes na Saúde e na Educação", apontando, no entanto, que "se calhar a recuperação é lenta".

Antes, num encontro que na fase de debate foi dedicado a militantes e fechado a jornalistas, Galamba lembrou que o OE2019 é o quarto da liderança PS, tendo-o descrito como "o orçamento da autonomia política estratégica".

"Pela excentricidade da solução política muitos vaticinaram que não chegaríamos a este quarto Orçamento do Estado. O nosso partido precisa de ter a liberdade de negociar com outros partidos. O PS tem mais força se não estiver obrigado a negociar com A, B ou C. É muito importante para nós podermos ser nós a decidir com quem negociamos. Este é o quarto orçamento da marca autonomia política estratégica", referiu.

O secretário de Estado salientou também que este é o Orçamento do Estado da "consolidação", dizendo compreender as disputas entre PS, PCP e Bloco, porque, sublinhou, "o PS valoriza o cumprimento das metas europeias e a disciplina orçamental e PCP e Bloco não".

E já quando abordava a área da energia e dos transportes, apontou que "Portugal é rico em recursos" e que "devemos olhar para a transição energética como uma oportunidade de investimento económico" e como "uma oportunidade para as empresas portuguesas".

O OE2019 está em período de debate na especialidade com votações em plenário previstas para os dias 26, 27 e 28 e a votação final para 2019.

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