"Nós não vemos razão nenhuma, do nosso lado, para que seja diferente. E a nossa disponibilidade para continuar a dialogar é total. Sendo claro que, do nosso lado, sentimos que foram feitas várias aproximações", salientou Duarte Cordeiro aos jornalistas num ponto de situação relativamente às negociações para posterior aprovação do Orçamento de Estado.

Duarte Cordeiro assumiu esta posição em conferência de imprensa, no parlamento, horas depois de a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, em entrevista à Antena 1, ter afirmado que, neste momento, com aquilo que se conhece da proposta orçamental do Governo, o seu partido não está em condições de viabilizá-la quando for votada na generalidade, no próximo dia 28.

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares procurou apresentar em detalhe alguns dos últimos desenvolvimentos no processo negocial com o Bloco de Esquerda desde quarta-feira passada, considerando que se registaram avanços e que se alcançaram compromissos em concreto.

Mas, no plano político, deixou a entender que seria grave se alguns dos parceiros parlamentares dos socialistas saíssem desse mesmo processo negocial ainda antes da fase de votação do Orçamento na generalidade, o que acontecerá no dia 28 de outubro.

Duarte Cordeiro frisou que, tal como aconteceu nos anos anteriores, desde 2016, as negociações do Orçamento com o Bloco de Esquerda, PCP e PEV estenderam-se até à fase de apreciação da proposta do Governo na especialidade.
"Este ano, nesta fase do processo, houve até maiores avanços do que no passado", sustentou o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.

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