Guterres, através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric, declarou estar “confiante” perante o anúncio deste encontro entre Kim Jong-Un e Donald Trump, de contornos inéditos, que deverá realizar-se até finais de maio.

No encontro diário com a imprensa na sede das Nações Unidas, o porta-voz frisou que o secretário-geral “elogia a liderança e visão de todos os envolvidos” no diálogo, bem como reforça o seu apoio “aos esforços em prol da desnuclearização pacífica da Península Coreana” de acordo com as resoluções relevantes do Conselho de Segurança.

O Conselho de Segurança da ONU impôs duras sanções ao regime de Pyongyang por causa dos testes nucleares e balísticos desenvolvidos, mas sempre defendeu que uma solução definitiva para a questão norte-coreana terá de passar exclusivamente pelo diálogo.

Na sequência da reaproximação iniciada com os Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul, uma delegação deste país esteve na segunda-feira com Kim Jong-un.

O conselheiro para a segurança da presidência sul-coreana, Chung Eui-yong, que dirigia a delegação, divulgou depois que Pyongyang aceitou suspender os ensaios nucleares e balísticos se houver conversações com os Estados Unidos sobre o programa nuclear.

Trump aceitou a proposta de diálogo, que irá decorrer em local ainda a determinar.

O encontro será o primeiro da história entre líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte.

Nos últimos meses, Trump e o líder norte-coreano têm estado envolvidos numa escalada de retórica que progressivamente ficou mais violenta e bélica, com ambos a lançarem ameaças de um potencial ataque nuclear.

Seul também anunciou uma cimeira entre as duas Coreias para o final de abril.

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