"É uma altura em que os princípios das Nações Unidas e a sua liderança serão tão importantes como qualquer outro momento de que tenha memória. E acho que António [Guterres] é o homem certo para o momento; tem grandes responsabilidades, mas pode oferecer energia, capacidade e experiência", disse.

O chefe da diplomacia americana disse que "a facilidade com que [Guterres] foi eleito sublinha a confiança de todos na sua capacidade de liderança e na sua prontidão para enfrentar os difíceis desafios que enfrentamos com o extremismo violento, pobreza, violência, terrorismo, e estados falhados."

Kerry disse ainda que "os desafios no mundo de hoje são suficientes para tomar conta de uma vida inteira" e que queria falar com Guterres sobre o Afeganistão, estados falhados na África e Ásia Central, sobre o Médio Oriente, o desafio da Síria, Iémen Líbia, proliferação de armas, trafego de humanos, e mudanças climáticas.

"Pessoalmente, estou excitado por os nossos mandatos coincidirem durante um curto espaço de tempo, mas sei que, faca o que fizer no futuro, quero apoiar o secretário-geral e gostava de trabalhar com ele para resolver alguns dos problemas que enfrentamos", disse.

Por sua vez, António Guterres disse que "a cooperação entre os EUA e a ONU é um fator chave para melhorar a situação global, para trazer desenvolvimento sustentável, diretos humanos, paz e segurança, e para garantir que a ONU é uma vantagem de facto em resolver as mais dramáticas situações que o mundo enfrenta."

O português lembrou os seus dez anos na liderança do Alto Comissariado para os Refugiados, "apoiando os mais vulneráveis entre os vulneráveis."

"Mas descobri que o que realmente importa não é apoiar as pessoas que enfrentam problemas, mas criar as condições para que não tenham problemas, para parar este fluxo de refugiados, e isso significa um reforço da diplomacia para a paz", disse Guterres.

"O secretário Kerry fez um trabalho fantástico a este respeito e eu gostaria de ser mais uma peça nos esforços da comunidade internacional para que a paz prevaleça", concluiu.

O mandato de cinco anos de António Guterres como Secretário-geral começa a 1 de janeiro.

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