Melzer disse estar alarmado perante as denúncias sobre numerosas pessoas acusadas de vínculos com o movimento do predicador exilado Fethullah Gülen, que o Governo da Turquia responsabiliza pelo fracassado golpe de Estado de 2017, ou com a guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e submetidas a técnicas brutais de interrogatório para obter confissões ou acusar outros.

Em comunicado, o perito refere que os alegados abusos incluem golpes severos, descargas elétricas, insultos e abusos sexuais.

Melzer negou que as autoridades turcas tenham tomado medidas sérias para investigar estas alegações ou para responsabilizar os culpados, e recordou que o Governo de Ancara demonstrou o seu compromisso com uma política de “tolerância zero” face à tortura, quando foi convidado a visitar o país em dezembro de 2016.

O relator especial também recordou que está disposto a manter “um diálogo direto e construtivo” com as autoridades turcas para conseguir a plena aplicação da proibição da tortura e dos maus tratos no país.