Segundo fontes do secretariado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) citadas pela agência noticiosa Efe, a decisão deverá ser tomada numa teleconferência ministerial de um grupo de 23 países em Viena, pelas 13:00 em Lisboa.

Mas antes, durante a tarde de hoje, os ministros responsáveis pelo setor de 13 membros da OPEP vão realizar uma reunião virtual centrada na nomeação de um possível sucessor do atual secretário-geral da organização, o nigeriano Mohamed Barkindo, cujo mandato expira no final de julho.

Entre hoje e amanhã serão realizados dois comités internos, um a nível técnico e outro a nível ministerial, respetivamente, para estudar os mais recentes desenvolvimentos nos mercados mundiais de crude. As conclusões serão tidas em conta na decisão da OPEP e seus aliados, a OPEP+.

De acordo com analistas citados pela Efe, a aliança, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, deverá aprovar a próxima fase do plano adotado em julho de 2021, que prevê aumentar mensalmente a produção diária em 400.000 barris até setembro deste ano.

O objetivo passa por devolver ao mercado os níveis de produção antes do corte de 9,7 milhões de barris por dia, adotado em abril de 2020 para compensar a queda histórica na procura de energia, provocada pelas restrições à mobilidade para travar a propagação da pandemia da covid-19.

Na mais recente reunião virtual, realizada em 02 de dezembro, a OPEP+ confirmou o aumento para este mês, que eleva a produção conjunta de 40,094 milhões de barris por dia para 40,494 milhões de barris por dia.

Deste volume, 24,554 milhões de barris por dia correspondem à produção por membros da OPEP (sem Venezuela, Irão e Líbia) e 15,94 milhões de barris por dia ao grupo de aliados.

Venezuela, Irão e Líbia não integram estes limites uma vez que as suas indústrias enfrentam declínios involuntários, atribuídos a razões como sanções, conflitos ou crises.

Segundo a agência noticiosa espanhola, as exportações de crude iraniano poderão voltar aos mercados internacionais ainda este ano, caso seja alcançado um acordo nas negociações internacionais em Viena para reavivar o acordo sobre o seu programa nuclear.

O aumento do fornecimento de petróleo pela OPEP+ ocorre depois de, em novembro, Estados Unidos e outros países anunciarem que vão utilizar as suas reservas estratégicas de petróleo, numa iniciativa coordenada, para tentar baixar os preços.

A operação é feita em paralelo com outros Estados que são grandes consumidores de petróleo, em particular China, Índia, Japão, Coreia do Sul ou Reino Unido, segundo a Casa Branca.

Perante a variante Ómicron, a OPEP deixou inalterada a sua previsão da procura global de petróleo em 2022 no seu mais recente relatório, estimando um impacto “ligeiro e de curta duração”.

Os especialistas da organização estimam que o consumo aumente em 4,15 milhões de barris por dia para 100,79 milhões de barris por dia este ano, um crescimento de 4,3% face a 2021.

O preço de um barril de crude Brent, a referência na Europa, subiu 52% no ano passado, terminando o ano em 77,78 dólares (65,5 euros ao câmbio atual), enquanto o preço do barril de petróleo do Texas WTI subiu 55% para 75,21 dólares (66,25 euros).

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