Um despacho da juíza Susana Marques Madeira, a que a Lusa teve acesso, refere que mantendo-se "a impossibilidade de proceder à leitura do acórdão na sala de audiências do Tribunal de Sintra, considerando o elevado número de sujeitos processuais e a manutenção do estado de contingência" por covid-19, a leitura do acórdão realizar-se-á no auditório principal do Centro Cultural Olga.

Em causa neste julgamento esteve o esquema de corrupção nas messes da Força Aérea Portuguesa, tendo um dos arguidos que decidiu colaborar com a justiça denunciado que o dinheiro entregue pelos fornecedores de bens alimentares era depois distribuído pelos envolvidos no estratagema, que inclui altas patentes daquele ramo das Forças Armadas.

O mesmo arguido revelou que os militares envolvidos neste esquema recebiam dinheiro e presentes de acordo com as funções que desempenhavam.

A operação Zeus tem 68 arguidos e basicamente o esquema corruptivo passava pela sobrefaturação por parte de várias messes da Força Aérea, que terão lesado o Estado em, pelo menos, 2,5 milhões de euros.

Os 68 arguidos foram acusados de crimes de corrupção ativa e passiva e falsificação de documentos.

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