"O número de assinaturas necessárias foi superado claramente", disse o porta-voz ao final do processo de validação. O Poder Eleitoral tem o prazo de 20 dias para confirmar se ativa a consulta. 

Durante cinco dias, milhares de pessoas validaram, através de impressões digitais, as assinaturas que fizeram no fim de abril para dar continuidade à consulta.

Cumprido o prazo de validação, o processo entra numa etapa de incerteza, pois o Conselho Nacional Eleitoral - acusado pela oposição de servir os interesses do governo - anunciará no dia 26 de julho se a meta foi alcançada.

Durante a semana, a MUD (coligação opositora) denunciou uma sabotagem do governo contra o reconhecimento de assinaturas através demoras, bloqueio logístico e ameaças veladas de suspensão do trâmite. Os adversários de Maduro impulsionam o revogatório apoiados na grave crise económica, que nas últimas semanas aumentou a tensão social com roubos em várias cidades que deixaram pelo menos cinco mortos.

Maduro considera impossível que o revogatório possa ocorrer este ano, por os prazos legais não o permitirem. Para a oposição é fundamental que a consulta seja realizada antes do dia 10 de janeiro de 2017, pois se Maduro for revogado antes desse dia, haverá eleições antecipadas. Se ocorrer depois dessa data, o mandatário socialista poderá eleger sucessor em caso de derrota. "Se houver, iremos e ganharemos; e se não houver, a vida política do país continuará", sustentou o governante na quinta-feira (23).

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