Na Grécia, um importante setor da população considera que a designação “Macedónia” pertence em exclusivo ao património histórico grego e alega que já existe uma província do norte da Grécia com esse nome.

Muitos gregos receiam que Skopje alimente ambições “irredentistas” após a conclusão do acordo.

O acordo greco-macedónio de junho (Acordo de Prespes), que rebatiza a Antiga república jugoslava da macedónia (Fyrom) como “República da Macedónia do Norte” e visa pôr termo a um longo contencioso entre os dois países, originou uma crise política em Atenas, com a rutura da coligação governamental liderada pelo partido de esquerda Syriza.

O primeiro-ministro, Alexis Tsipras, solicitou um voto de confiança no Parlamento, aprovado na noite de quarta-feira por 151 dos 300 deputados, e para preparar o terreno para o voto sobre o Acordo de Prespes, que já foi legitimado pelos macedónios.

Na votação de quarta-feira, e para além dos 145 deputados do Syriza, seis deputados votaram a favor do Governo, incluindo dois do Anel (o partido que abandonou a coligação, no poder desde 2015), e quatro independentes.

Num contexto muito polarizado, o voto sobre o acordo de Prespes, que deverá ocorrer nos próximos dias, constitui um novo desafio para Tsipras, que pretende de novo garantir uma maioria absoluta de 151 deputados, e mesmo que o acordo, segundo a Constituição, possa ser validado com menos sufrágios.

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