O Ministério Público sul-africano pediu no início de novembro o aumento da pena de prisão do atleta Oscar Pistorius dos seis anos a que foi condenado pelo assassínio da sua noiva, Reeva Steenkamp, para os 15 anos. Hoje, o tribunal decidiu pelo aumento da sentença, mas para 13 anos e 5 meses.

A acusação classificou de “escandalosamente leve” a pena de Pistorius, de seis anos de prisão, considerando não existirem atenuantes que justifiquem uma sentença menor do que a mínima contemplada na lei sul-africana para a acusação de assassínio.

Johnson recordou que Pistorius disparou quatro vezes, que era uma pessoa treinada, não vulnerável e falou de brutalidade no momento de cometer o assassínio, além de questionar que sinta verdadeiro arrependimento.

O tribunal também ouviu a defesa, liderada pelo advogado Barry Roux, que voltou a argumentar que o atleta disparou por medo e que não tinha na altura as próteses que substituem as suas pernas, amputadas quando era criança.

O atleta foi condenado a cinco anos de prisão em outubro de 2014 e, depois de um primeiro recurso da acusação, a pena foi aumentada para seis anos em 2016.

Na madrugada de 14 de fevereiro de 2013, Pistorius matou a sua noiva na sua casa em Pretoria, ao disparar quatro vezes através da porta fechada da casa de banho, alegando pensar que no local se encontrava um assaltante.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.