Veja aqui as estatísticas sobre as notas das escolas


O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção, defendeu que “é muito relativa a importância dos ‘rankings’” das escolas, que hoje são divulgados pela comunicação social, com base em dados do Ministério da Educação (ME) sobre os resultados nos exames nacionais de 2018/2019.

“Estes ‘rankings’ não avaliam realmente as escolas, avaliam, sim, o resultado dos alunos nos exames, que são fortemente condicionados”, criticou Jorge Ascenção, considerando por isso que “devem ser muito relativizados”.

Além disso, para o representante dos pais e encarregados de educação os ‘rankings’ tornam a mostrar o impacto dos exames nacionais no acesso ao ensino superior.

Jorge Ascenção voltou a defender que “é preciso alterar o atual paradigma de acesso ao ensino superior”, que não pode estar dependente apenas do que um aluno consegue mostrar durante uma prova de duas horas.

Para os pais, o importante não é conhecer quais as avaliações dos alunos, mas, sim, a qualidade do ensino das diferentes escolas.

No dia em que voltam a ser divulgadas listas e análises sobre os resultados académicos dos alunos e em que as escolas voltam a ser ordenadas tendo em conta médias nos exames e taxas de sucesso académico, os diretores escolares criticam que a avaliação das escolas se resuma a olhar para as notas no final do ano.

“Cada vez mais devemos confinar os ‘rankings’ ao seu lugar relativo”, afirmou o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Agrupadas (ANDAEP), Filinto Lima, em declarações à Lusa.

Para o representante dos diretores o ‘ranking’ que ordena as escolas tendo em conta apenas as classificações dos seus alunos nos exames nacionais “não é um ‘ranking’ que avalia as escolas”.

Filinto Lima considerou que existem outros instrumentos que conseguem avaliar melhor o trabalho realizado nas escolas, como é o caso dos “Percursos Diretos de Sucesso”, um parâmetro criado pelo Ministério da Educação também com base nas notas dos alunos.

Os percursos diretos de sucesso mostram os alunos que conseguem terminar um ciclo de ensino – o 3.º ciclo ou o secundário – sem nunca reprovar e que têm nota positiva nos exames nacionais.

Além disso, a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) disponibiliza uma ferramenta em que compara o percurso dos alunos da uma determinada escola com todos os estudantes do país que, anteriormente, tinham um desempenho escolar semelhante.

Por exemplo, para perceber como foi o desempenho dos alunos que terminam o secundário numa escola, a DGEEC compara-os com todos os alunos do país que, três anos antes, tiveram resultados semelhantes nas provas nacionais do 9.º ano. Através desta análise percebe-se se a escola conseguiu fazer um trabalho melhor do que era espetável.

Nestes ‘ranking’ dos percursos diretos de sucesso, as escolas públicas acabam por se destacar, havendo mais casos de superação, tal como noticiado hoje pela Lusa, que fez várias análises tendo em conta os dados disponibilizados pelo ME.

Filinto Lima lembrou ainda outra ferramenta: a Avaliação Externa das Escolas, que se realiza de cinco em cinco anos e que conta com várias formas de análise, desde entrevistas a inquéritos, que permitem uma “avaliação justa”.

Hoje, a Lusa volta a divulgar listas e análises sobre os resultados académicos dos alunos e as taxas de sucesso, nomeadamente através dos "Percursos Diretos de Sucesso”, um parâmetro que permite acompanhar um aluno ao longo de um ciclo de ensino.

Os percursos diretos de sucesso mostram os alunos que conseguem terminar um ciclo de ensino – o 3.º ciclo ou o secundário – sem nunca reprovar e que têm nota positiva nos exames nacionais.

Além disso, a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência disponibiliza uma ferramenta em que compara o percurso dos alunos de uma determinada escola com todos os estudantes do país que, anteriormente, tinham um desempenho escolar semelhante.

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