“Expresso a minha proximidade com a cidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, e em particular com a comunidade judaica, atingida ontem [sábado] por um terrível atentado numa sinagoga", declarou o pontífice, diante dos fiéis concentrados na Praça de São Pedro, no Vaticano, para assistir à recitação da oração do Angelus.
“Estamos todos realmente feridos por este ato desumano de violência", frisou Jorge Bergoglio.
Na mesma ocasião, Francisco apelou à extinção dos “focos de ódio” verificados na sociedade atual, pedindo ainda o fortalecimento “do sentido de humanidade, do respeito pela vida e dos valores morais e civis”.
Um americano de 46 anos foi detido no sábado após ter morto a tiro 11 pessoas e de ter ferido outras seis dentro de uma sinagoga em Pittsburgh, no Estado da Pensilvânia (nordeste dos Estados Unidos).
O incidente foi considerado o mais grave ataque antissemita na história recente dos Estados Unidos.
O atirador, identificado pelas autoridades como Robert Bowers, irrompeu na sinagoga quando estava a decorrer um serviço religioso e abriu fogo contra os fiéis reunidos no local. Segundo os ‘media’ norte-americanos, o agressor gritou “todos os judeus devem morrer”.
As autoridades acusaram Robert Bowers de 29 crimes federais.
O ataque foi condenado por várias organizações hebraicas, pela administração norte-americana, pelo primeiro-ministro de Israel e pela chanceler alemã, Angela Merkel, que denunciou um "cego ódio antissemita".
Após o tiroteio, o Presidente norte-americano, Donald Trump, manifestou o desejo de reforçar a legislação relacionada com a pena de morte, bem como sugeriu a necessidade de alterar a lei da posse de armas.

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