“É com um sentimento de urgência que renovo o meu apelo, implorando com todas as minhas forças aos responsáveis para que seja assegurado um cessar-fogo imediato, que seja imposto e respeitado, pelo menos o tempo necessário para permitir a retirada dos civis, antes de mais as crianças”, declarou o papa na sua audiência semanal na Praça de São Pedro.

Perante milhares de fiéis, Francisco sublinhou a sua “proximidade com todas as vítimas do conflito desumano na Síria”.

Bombardeamentos sobre os bairros rebeldes da cidade de Alepo, os mais violentos dos últimos dias, mataram na terça-feira pelo menos 25 civis, enquanto cinco crianças morreram num ataque rebelde a uma escola no sul da Síria.

Em termos diplomáticos, a comunidade internacional continua incapaz de se entender acerca de uma iniciativa que permita parar os combates em Alepo, onde 250.000 pessoas estão sitiadas há vários meses na zona leste controlada pelos rebeldes.

Centenas de pessoas, na sua grande maioria civis, morreram em Alepo em bombardeamentos particularmente violentos desde o início a 22 de setembro de uma ofensiva do exército sírio, apoiado pelo seu aliado russo.

A 28 de setembro, o papa afirmou que os responsáveis pelos bombardeamentos deveriam “prestar contas perante Deus”.

Alepo tornou-se um dos símbolos da guerra que devasta a Síria desde 2011 e que já matou mais de 300.000 pessoas, tendo obrigado mais de metade da população a abandonar as suas casas.

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