“Que o Senhor nos dê a graça de discernir quando temos de falar e quando nos devemos calar”, pediu na homilia a que presidiu hoje na Capela da Casa de Santa Marta.

O papa tem-se recusado a comentar as acusações de quem pede a sua renúncia, na sequência de uma carta divulgada pelo núncio apostólico Carlo Maria Viganò.

Na carta o ex-núncio nos Estados Unidos Carlo Maria Viganò assegura que Francisco conhecia desde junho de 2013 as acusações de abusos sexuais de um dos cardeais de confiança do papa, o arcebispo reformado de Washington, Theodore McCarrick.

Um relatório de um grande júri da Pensilvânia informou que pelo menos mil crianças foram vítimas de 300 padres nos últimos 70 anos, e que gerações de bispos falharam repetidamente na tomada de medidas para proteger a comunidade e punir os violadores.

Theodore McCarrick foi afastado em junho do colégio cardinalício e o papa argentino “ordenou a sua suspensão do exercício de qualquer ministério público, assim como a obrigação de permanecer em casa que lhe será destinada para uma vida de oração e penitência”.

A 20 de agosto, o papa Francisco publicou uma carta dirigida a todos os católicos do mundo, condenando o crime de abuso sexual por parte de padres e o seu encobrimento e exigindo responsabilidades.

Na carta, o papa pediu perdão pela dor sofrida pelas vítimas e disse que os leigos católicos devem envolver-se em qualquer esforço para erradicar o abuso e o seu encobrimento e criticou a cultura clerical que tem sido responsabilizada pela crise, com os líderes da Igreja mais preocupados com a sua reputação do que com a segurança das crianças.

Hoje, e na sequência desta polémica, os bispos portugueses manifestaram “total apoio” ao papa Francisco, numa carta enviada ao líder da Igreja Católica, em que se declaram disponíveis para seguir as suas orientações para erradicar a "chaga" do abuso de menores por padres.

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