“Chegaram tristes notícias sobre a perseguição da minoria religiosa dos nossos irmãos rohingya”, declarou o papa, perante os milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

Já em fevereiro, o papa tinha denunciado o tratamento dado aos rohingyas pela Birmânia, país de larga maioria budista que não lhes reconhece cidadania, fazendo deles apátridas, ainda que vivam no país há várias gerações.

“Torturados e mortos em razão das suas tradições e fé”, os rohingyas, povo de “genes bons e pacíficos”, “sofre há anos”, lamentou, na altura, Francisco.

Segundo a imprensa especializada, Francisco estará a preparar uma viagem a Birmânia e Bangladesh para finais de novembro. Uma delegação do Vaticano terá estado recentemente naqueles dois países para preparar essa visita, ainda não confirmada oficialmente.

Desde sexta-feira, os confrontos entre as forças de segurança birmanesas e os militantes rohingya fizeram pelo menos 92 mortos, em maior número entre a fação da minoria muçulmana.

Os confrontos reacenderam depois de uma comissão, liderada pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, ter apresentado ao Governo birmanês um relatório com recomendações para acabar com a violência no estado de Rakhine e promover o desenvolvimento da região.

Mais de um milhão de rohingya vive em Rakhine, onde sofre uma crescente discriminação desde o surto de violência sectária que provocou, em 2012, pelo menos 160 mortos e deixou aproximadamente 120 mil membros daquela comunidade confinados em 67 campos de deslocados, onde vivem diversas privações, nomeadamente de movimentos.

Os rohingya são considerados pelas Nações Unidas uma das minorias mais perseguidas do planeta.

Hoje, as forças de segurança birmanesas abriram fogo contra civis que tentavam atravessar o rio Naf, fronteira natural com o Bangladesh, que, por seu lado, tem detido e forçado centenas de rohingyas a regressarem à Birmânia.

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