A informação está a ser avançada pela Reuters, que cita o porta-voz dos trabalhistas John McDonnell.

Theresa May convocou eleições antecipadas a 18 de abril, altura em que o Partido Conservador que lidera tinha uma vantagem de quase 20 pontos percentuais face ao principal partido da oposição, liderado por Corbyn.

Com Corbyn a subir nas sondagens, os piores receios de May confirmaram-se esta quinta-feira, 8 de junho. O seu partido perdeu a maioria absoluta que tinha no parlamento, com o povo britânico a negar-lhe o reforço da sua posição enquanto primeira-ministra e como rosto da negociação do Brexit com a União Europeia.

May já assinalou que vai tentar formar governo, não sendo claro nesta fase se conseguirá os apoios necessários para o fazer.

Se May falhar, o partido trabalhista vai tentar formar um governo minoritário.

"Vamos avançar para servir o país e formar um governo minoritário. E a razão para isso é que não acredito que o Partido Conservador esteja estável, não acredito que a primeira-ministra esteja estável", disse McDonnell.

Neste momento o Parlamento está "pendurado", ou seja, nenhum partido conseguiu lugares suficientes nas eleições legislativas para ter uma maioria na Câmara dos Comuns. 650 era o número de posições em disputa.

Neste cenário, o primeiro-ministro/a em funções - que neste caso é Theresa May - permanece no cargo e continua a viver em Downing Street até que seja decidido quem formará um novo governo. Uma vez que May ganhou as eleições (apesar de ter perdido a maioria parlamentar) cabe-lhe a primeira tentativa de formar um Executivo.

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