Pedro Passos Coelho entrou no Palácio de Belém pouco antes das 15:30, sozinho, e foi recebido à chegada pelo chefe da Casa Civil do Presidente da República, Fernando Frutuoso de Melo.

Pelas 16:25, saiu do palácio, em silêncio, acompanhado por Frutuoso de Melo. Quando passava pela Sala das Bicas, os jornalistas perguntaram-lhe pelo motivo que o levou a pedir esta audiência, mas o ex-primeiro-ministro nada respondeu.

Esta audiência concedida ao presidente do PSD foi divulgada hoje ao final da manhã na página da Presidência da República, como acréscimo à agenda do chefe de Estado.

A nota de agenda não indicava o motivo da reunião, que aconteceu na sequência de dois grandes incêndios na região Centro do país, que consumiram 50 mil hectares de floresta.

Um dos incêndios deflagrou no sábado em Pedrógão Grande e provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.

Na segunda-feira, o presidente do PSD deslocou-se à sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e considerou que não se podia "desdramatizar a situação" e que "as pessoas quererão saber, têm o direito a saber, a explicação para que isto tivesse acontecido".

Referindo que era cedo para se fazer "uma avaliação de natureza política", Passos Coelho advertiu que esse momento chegaria, e afirmou: "No dia em que for necessário dar uma resposta política adequada a esta matéria, cá estarei também. Mas, penso que há outros antes de mim que têm de dizer alguma coisa".

Na terça-feira, em Bruxelas, Passos Coelho propôs a criação de uma comissão técnica independente que começasse a trabalhar "tão depressa quanto possível" para dar "todas as explicações" aos portugueses sobre as consequências do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande.

A última vez que o líder do PSD esteve no Palácio de Belém foi em 17 de abril, quando o Presidente da República ouviu os partidos com assento parlamentar sobre o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas aprovados pelo Governo.

No dia 29 de dezembro, Passos Coelho almoçou a sós com Marcelo Rebelo de Sousa, a convite do chefe de Estado, no Palácio de Belém.

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