"Todos os dias, o que nós vemos é diferentes atores políticos a quererem arrastar a CGD para a arena política. Diferentes partidos e autarcas. Mas a CGD tem é que servir os seus clientes. A sua principal responsabilidade é com os seus depositantes. Não com partidos nem autarquias", afirmou Paulo Macedo, durante a conferência de apresentação dos resultados trimestrais da instituição.

Paulo Macedo garantiu que, quanto ao encerramento de agências, "a CGD não recebeu qualquer pedido do Governo para ter mais cuidado com esta ou aquela situação".

"Não teve absolutamente nenhuma pressão, nem foi preciso resistir, porque não houve pressão. Quando foi decidido o fecho das agências não se sabia qual era a cor do partido", adiantou.

Questionado sobre o fecho da agência de Almeida, em concreto, Paulo Macedo voltou a dizer que os clientes da CGD naquela localidade podem levantar as suas pensões através da caderneta, revelando que três quartos das transações feitas aos balcões nessa região são atualizações da caderneta.

"Outra alternativa é fazê-lo através de um cartão de débito. Admitindo que ainda há outra faixa de pessoas que precisa de apoio, disponibilizámo-nos para isso. Posso avançar que o dia de pagamento das pensões já passou e correu tudo normalmente. Foram menos de 10 pessoas que pediram ajuda para receber as pensões", referiu.

Paulo Macedo realçou ainda que "a CGD hoje em dia não tem qualquer benefício por ser um banco público" e que "não há ninguém que dê o privilégio à CGD se ela não for competitiva".

O responsável bancário vincou que o "encerramento de agências que está previsto no plano de reestruturação, à semelhança do que todos os bancos portugueses com dimensão estão a fazer e que vão continuar a fazer este ano e no próximo, tem um conjunto de elementos de mitigação".

Sobre as declarações do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que a propósito da polémica do fecho de balcões da CGD pediu "serenidade democrática", Paulo Macedo assinalou a predisposição da administração do banco para dialogar.

"É preciso dialogar. A CGD falou com mais de 13 presidentes de câmara. Agora, é melhor não dialogar com quem está a infringir o código penal. A ocupação de uma agência não é legal. Ocupar uma agência de um banco é punível pelo código penal", rematou.

À espera do segundo semestre

Sobre o número de pessoas que aderiram ao plano de pré-reformas e rescisões voluntárias em curso, Paulo Macedo, afirmou hoje que só na segunda metade do ano vai haver uma "ideia melhor" do número de pessoas envolvidas.

"O que foi acordado com a Direção-Geral da Concorrência [da Comissão Europeia] foi uma redução de 500 a 550 pessoas. Há uma calendarização. E há pessoas que já manifestaram interesse na saída", disse o gestor.

Sem revelar os números atuais de adesão, Paulo Macedo considerou que "é natural que no segundo semestre haja uma ideia melhor do número de pessoas que aderiram ao plano".

Quanto aos balcões, o responsável disse que a redução da rede doméstica está concretizada e que não estão previstos mais encerramentos este ano, admitindo apenas o fecho de "uma ou outra agência" por questões pontuais.

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