Jerónimo de Sousa fez o desafio no debate quinzenal com António Costa, no parlamento, em Lisboa, e também confessou ter pena que os comunistas não apoiem a alteração às leis laborais e se juntem a uma “ampla base parlamentar”.

“O Governo ainda está a tempo de decidir” um salário mínimo de 650 euros, afirmou Jerónimo, que também pediu “um aumento geral de todos os salários” na função pública.

António Costa não abriu a porta a nenhuma destas hipóteses nem Jerónimo de Sousa admitiu votar as alterações à legislação laboral, e, em vez disso, acusou o Governo e o PS de se aliarem à direita, ao PSD e ao CDS.

Jerónimo citou a líder do CDS, Assunção Cristas, que já considerou o PSD o “pronto socorro” do Governo, dizendo que “o CDS é o atrelado” desses entendimentos do PS com a direita, sempre que "estão em causa os interesses dos poderosos", incluindo os socialistas na crítica.

Mais uma vez, neste debate, António Costa argumentou que o executivo não pode dar tudo a todos ao mesmo tempo, admitindo ter pena que os comunistas não apoiem as mudanças na lei que, sublinhou, combatem a precariedade laboral.

“Tenho muita pena que não valorize a proposta de lei” do Governo, disse o primeiro-ministro.

Na sua intervenção, o deputado afirmou que "valeu a pena [o PCP] lutar" para o regresso do pagamento do subsídio de Natal por inteiro aos pensionistas e reformados, além de outras medidas inseridas no Orçamento do Estado como o alargamento da gratuitidade dos manuais escolares.

António Costa insistiu que as decisões do Governo, quanto aos rendimentos dos trabalhadores, não podem implicar "dois passos atrás" na consolidação das contas públicas.

[Notícia atualizada às 18:23]

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