“Tal como o PCP tem vindo a denunciar, a necessária resposta aos problemas decorrentes do surto epidémico não pode ser feita à custa das outras valências, nem pode pôr em causa o funcionamento dos Centros de Saúde e do Serviço Nacional de Saúde [SNS] no seu conjunto”, considerou, em comunicado.

Segundo os comunistas, só com o aumento do investimento no SNS será possível assegurar a contratação dos profissionais em falta e garantir o funcionamento pleno de todos os centros de saúde, ao mesmo tempo que se responde à pandemia da covid-19.

A situação atual é caracterizada neste concelho do distrito do Porto por cancelamento generalizado de consultas programadas, falta de acompanhamento dos utentes, incluindo idosos e doentes crónicos, impossibilidade de muitos utentes acederem a consulta de recurso, incapacidade de resposta às muitas solicitações e pedidos de esclarecimento, alteração dos locais de exames e de recolha de sangue, com a concentração de serviço, gerando confusão e situações de aglomeração de utentes, acusa o PCP.

O partido garante que intervirá junto do Ministério da Saúde, mas pede à Câmara Municipal de Matosinhos uma postura de defesa “intransigente” dos matosinhenses.

“Nesse sentido, os nossos eleitos municipais dirigiram já um ofício à presidente da Câmara Municipal de Matosinhos questionando sobre o que tem feito e o que pensa fazer em defesa da rápida resolução dos problemas de funcionamento dos centros de saúde do concelho”, revelou.

No início de julho, a Administração Regional de Saúde (ARS) revelava que os centros de saúde do Norte realizaram, em junho, mais 118 mil consultas do que em 2019, na sua grande maioria por telefone ou videoconferência devido à covid-19.

O aumento das consultas efetuadas deveu-se “essencialmente” ao facto de estas serem feitas sem a presença dos utentes e com recurso às tecnologias e com a retoma dos rastreios, até agora suspensos, afirmou, na altura o presidente, Carlos Nunes.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 832 mil mortos e infetou mais de 24,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.815 pessoas das 57.074 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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