"O caráter de um país mede-se na guerra, mas também define-se na paz", disse o Presidente norte-americano, lado a lado com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

"A nossa aliança nunca esteve tão forte", vincou Barak Obama.

“Nos bons e nos maus momentos, estamos aqui para o outro”, disse, insistindo na importância de “não demonizar aquele que é diferente”.

"Dou-lhe as boas-vindas [a Shinzo Abe] com espírito de amizade", acrescentou o Presidente americano, sublinhando que este encontro é mais uma demonstração de que há mais a ganhar "com a paz do que com a guerra" e que a "reconciliação traz mais recompensas do que represálias".

Shinzo Abe: "As minhas sinceras e eternas condolências"

“Na qualidade de primeiro-ministro japonês, ofereço as minhas sinceras e eternas condolências pelas almas daqueles que aqui morreram, assim como aos espíritos dos valentes homens e mulheres cujas vidas foram levadas por uma guerra que começou neste local”, disse o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe.

“Não podemos nunca repetir os horrores da guerra”, disse Abe, referindo-se ao bombardeamento japonês que matou mais de 2.400 norte-americanos há 75 anos.

Ao lado de Obama, Abe agradeceu, por outro lado, a “tolerância concedida ao Japão”, ao elogiar o poder da reconciliação.

As homenagens aconteceram diante do muro onde estão inscritos os nomes dos americanos que perderam a vida no USS Arizona.

Preparado durante meses, em segredo absoluto, o ataque à base americana no Oceano Pacífico de Pearl Harbor deixou um rasto de mais de 2.400 mortos e precipitou a entrada dos Estados Unidos da América na Segunda Guerra Mundial.

Sete meses depois da visita histórica a Hiroshima, Barak Obama e Shinzo Abe depositaram várias coroas de flores no memorial construído sobre, e em redor, dos restos do USS Arizona, destruído pela Força Aérea japonesa a 7 de dezembro de 1941.

Esta é a primeira vez que um primeiro-ministro japonês visita o memorial, construído no começo dos anos 1960.

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