"Nós vivíamos de duas coisas: da exploração florestal, que ardeu, e a outra era o turismo de natureza, que estava ganhando terreno", disse à agência Lusa a dirigente associativa, à margem da conferência "Valorizar o interior - Promover o investimento e o emprego", que decorreu hoje em Castanheira de Pêra, distrito de Leiria.

Salientando que o atual cenário de floresta queimada e de destruição da biodiversidade é "preocupante", Nádia Piazza considerou que, nestas circunstâncias, a procura turística vai diminuir de forma significativa.

Por outro lado, acrescentou, "há uma coisa que não conseguimos apagar - é que as pessoas tomaram consciência da perigosidade do nosso território".

Para inverter este pensamento, a presidente da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande entende ser necessário que a região "passe do oito para o 80" em matéria de segurança.

"Para já, porque as pessoas que estão cá [no território] merecem que a região passe, no imediato, de oito para 80", sublinhou.

A dirigente associativa sublinhou que as medidas de limpeza dos terrenos lançadas pelo Governo são "um esforço que tem de acontecer", mas disse entender que é "um desafio de todos" a luta pelo desenvolvimento das regiões afetadas pelos incêndios de junho e outubro.

"Nós devemos ser todos obcecados pela segurança deste território e, depois, transmitir essa mensagem para o turismo", frisou.

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